Taxa Selic se mantém e beneficia consumidor

A estabilidade da taxa de juros trouxe benefícios aos consumidores.

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Taxa Selic se mantém e beneficia consumidor

Mantendo o valor de 8,75%, o país voltou a ter a maior taxa de juros do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros que fundamenta a economia brasileira (Selic) em 8,75% ao ano, seguindo as expectativas dos analistas financeiros. É a quinta vez consecutiva que o Copom mantém o valor da taxa.

O BC justificou a decisão depois de verificar que a inflação continua na trajetória da meta de 4,5%, podendo variar 2 pontos para mais ou para menos. Em nota à imprensa, o comitê diz que "irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária." Para a próxima reunião do Copom, em abril, os analistas esperam uma possível elevação da taxa.

A estabilidade da taxa de juros trouxe benefícios aos consumidores. Segundo o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, quando a taxa básica aumenta, os juros para o consumidor também crescem. Em entrevista ao site InfoMoney, o economista afirmou que a Selic acaba encarecendo todas as operações de crédito que o consumidor quer fazer. "Demora um pouco, mas encarece", afirmou.

Oliveira explica, porém, que, embora o comitê tenha optado por não mexer na Selic, pode ser que os juros ao consumidor sofram uma redução. "O que acontece é que, como no começo do ano era consenso no mercado que a Selic iria subir, muitos bancos anteciparam esse movimento e aumentaram suas taxas. Tanto que, em fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, as taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas. Mas agora, com esse cenário, alguns bancos estão dizendo que não subirão juros. Isso gera concorrência, e com isso segura-se os juros na ponta e as taxas podem até cair", conclui.

Maior do mundo

Mantendo o valor de 8,75%, o país voltou a ter a maior taxa de juros do mundo, na projeção para os próximos 12 meses. De acordo com a UPTrend Consultoria Econômica, a elevação de projeções de inflação em alguns países, aliada a diversas quedas de juros mundo afora, alterou novamente a dinâmica do ranking e assegurou ao Brasil o topo como o melhor pagador de juros no mundo.

Luana Costa

Comentários
  • Rafael Balaguer
    25/01/2011 às 14:21

    Muito interessante!!!

    0 1
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